quinta-feira, 24 de setembro de 2026

O Banco Master e as precatórias

 Na sua coluna de hoje, Malu Gaspar cita o volume de precatórios na carteira de investimentos do Banco Master. É, de longe, o item mais importante. Ora, segundo Malu, Vorcaro atuava para influir nos meios judiciais afim de garantir decisões favoráveis ao investimento feito.

Pode ser. Mas como um beneficiário de uns (não sei mais ao certo, se dois ou três, há anos esperando - já com o processo transitado em julgado - pelo meu jabá surrupiado pelos inúmeros ‘espertinhos’ que ocuparam uma cadeira do governo), sinto na carne algo um tanto mais, tão frequente, quanto preocupante.

Malu: carteira com precatório não é feita com decisões por vir. São na base de decisões já tomadas pelos juízes, na fila para que os agentes do Executivo (!!) lancem os títulos de dívida pública necessários para cobrir os valores previstos nestes precatórios. E a fila, quem é que monta? É aí que mora o diabo! Não é difícil concluir que, quem é responsável em montar a fila, alguém ‘invisível’, que ninguém presta a atenção, monta a dita fila segundo suas ‘simpatias’ na cara de todo mundo, e ninguém se preocupa com isso. É o cenário ideal para um comércio paralelo, não é? Quem é mais velho, há de se lembrar do escândalo dos ‘bagrinhos’ nos tribunais de justiça do Rio, lembram? Uma brecha na organização da burocracia judicial não previa a existência de alguém para levar o processo do protocolo de entrada até o gabinete do juíz. Aí apareceu essa figura obscura, sem salário ou vínculo empregatício, que “voluntariamente” se dispunha a essa tarefa. Altruísta, não?

Pela quantidade de propostas que recebo (e ignoro!) para vender meus precatórios, vou concluir que há muito mais “Bancos Masters” por aí, do que quer nossa vã jornalista.

Explore esse filão, Malu. Você vai mexer num vespeiro.

Nenhum comentário: