terça-feira, 27 de outubro de 2026

Um Dia Depois

 O petista, radiante, em estado de sincera euforia, comenta: "agora vamos torcer para que o governo dê certo!"

"Torcer?", eu penso, mas não pergunto: "o que tem de novo nisso tudo? Já se foram 20 anos, três mandatos, sem contar o 'poste' (ou a 'posta', se quiser identitário), vamos para o quarto: e daí, espera-se alguma novidade?"

É incontornável o comentário do Barão de Itararé: "de onde não se espera nada..."

Essa comemoração toda, para mim, tem a mesma conotação dos flamenguistas comemorando o campeonato. E se fosse o outro lado, seriam os vascaínos.

Para mim, o que aconteceu nestas eleições foi adiar o desastre. A esquerda brasileira, como toda esquerda, faz dos aliados próximos, sua oposição; da oposição consequente, seus inimigos; e, vejam, alia-se ao que há de pior na política, porque esses aprendem rapidinho o que dizer para agradar os ouvidos dos petistas.

Não vai dar certo. Com o tempo, o que fica é terra arrasada que será ocupada pelos bandidos, porque os bandidos são o único grupo organizado que restou. Foi assim na Revolução Francesa, na Revolução Soviética e seus países satélites. Com Cuba já é assim, mas ainda não se deram conta. 

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