sábado, 27 de setembro de 2008

Última Parada 174 - O Filme

Tô doido prá ver esse filme "Última Parada 174", de Bruno Barreto. Gosto dele. É bom cineasta. Mas para elogiar o filme, Arnaldo Bloch, nO Globo de hoje senta a porrada nos outros. É "espetacularização de Cidade de Deus", "heroicização irrefletida da truculência policial (e estigmatização do consumidor de drogas) perpetradas com sensualidade, no grande cine-clipe de Tropa de Elite", "discursos ingênuos ou crivados de cultura-ONG ... de Maré, nossa história de amor" (que eu não vi, nem sabia que existia) e, finalmente "comédia de classe média alta ... no divertido Meu nome não é Johnny". Precisava? Não é necessário baixar o pau em uns para consagrar outros. Toda obra de arte traz consigo um posicionamento, é claro! Senão vira relatório técnico. Sempre há um ponto de visto, do contrário não há como enxergar os fatos. Além do que, pelo que Arnaldo descreve, o "Última parada" não passa de um filme piegas acerca de uma tragédia anunciada de um moleque qualquer. Tomara que não seja. Qualé Arnaldo? Tu só gosta de pieguisse? Vai ver Romeu e Julieta!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

A farra dos especuladores

Lula discursou na ONU dizendo que o mundo não pode ficar na mão da "folia dos especuladores". Fico pensando que só ele fala em "especuladores". É porque ele não entende de mercado. E aí eu fico pensando: "mas essa crise só aconteceria se faltasse especulador". Isso mesmo! Porque o mercado ficou tão distanciado da economia real? Pela ação dos especuladores os preços tenderiam a valores próximos ao que os papeis valem. Por que não aconteceu? Prá mim houve distorção. E quem seriam os responsáveis? "Tem algo de podre no reino da Dinamarca..."

domingo, 7 de setembro de 2008

Lula e o xixi no mar

Lula disse que achava que o mar era salgado por causa do xixi que os banhistas fazem quando vão prá água. E xixi é salgado? Você já experimentou? O Lula já?

O Pré-sal e a pobreza no Brasil

Todo mundo discute agora sobre com quem vai ficar as "riquezas" do pré-sal. Se estrangeiro pode ou não pode se beneficiar dessas benesses. Lula até falou em usar o petróleo do pré-sal para acabar com miséria no Brasil. Eu, cá comigo, fico pensando que as pessoas estão pulando estágios demais prô meu gosto, sabe? Então eu perguntei para dois eminentes e inteligentes membros da inteligência nacional. Como é que você transforma o petróleo lá embaixo da camada de pré-sal (que já não é tão fina assim), a 6 mil metros abaixo da superfície, em meios de acabar com a miséria? "Ora, o petróleo é riqueza, não é? Pois bem, você usa a riqueza para acabar com a miséria"! Então você pega o petróleo e dá prás pessoas, é isso? Mas o que é que as pessoas vão fazer com petróleo, além de assar seus desafetos nos "micro-ondas"? Olhando-me como um "racista" que acha que pobre é bandido, um deles me responde: "Você vende o petróleo, primeiro, bolas"! Prá quem? Perguntou eu. "Prôs gringos, eles compram e você transfere a riqueza deles para a gente, que repassa para os pobres"! Diz o outro já com impaciência, achando que eu estava "zoando". Mas acontece que, de verdade, eu não entendo como certas coisas são feitas, sobretudo o "acabar com a miséria no Brasil", num passe mágica. Então, continuo eu a argüição, você recebe dólar e dá prôs pobres. Eu acho que eles não vão querer porque, mesmo sendo miseráveis, eles não são bobos e sabem que o dólar não anda muito valorizado, não. Em euro? Tá bem. Dá euro prôs miseráveis. E fim da miséria? O que eles farão com tanto euro. "Não dá euro, não! Transforma em real e compra o necessário prá dar prôs pobres!" Então, você transforma em real todo o petróleo exportado (como se isso não trouxesse sequelas para a economia, como por exemplo, inflação) e leva prôs pobres e dá prá eles sairem da miséria. Legal. Os pobres vão comprar seus mantimentos (primeiro vão comprar celular, televisão, geladeira e até computador, depois vão se preocupar com comida e outros artigos de primeira necessidade) que estão em número infinito no mercado. É só pegar o dinheiro e ir na venda, ali pertinho. Os artigos todos estão esperando prá serem vendidos! Às vezes, (não, sempre, mesmo) eu fico pensando o quanto de infantil tem no raciocínio dessa gente. Eu me recuso a pensar que eles são tão estúpidos. Transformamos o Brasil num grande saguão de igreja. Damos prôs pobres, emprestamos a Deus e vamos dormir a eternidade no paraíso! É para isso que nossa elite atual acha que o petróleo serve. Mas, e eu? Não vou ter minha parcela? Se os pobres vão ganhar, o que faz deles com mais privilégios? Ser pobre seria uma condição para ser agraciado. Não ser pobre tem que continuar ralando (e pagando tributo, uma vez que eles não vão achar que o petróleo será suficiente). Pobre Brasil cuja maior meta é a gente virar pobre. Viva ser pobre!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Inglês insolente - Elio Gaspari

Elio Gaspari, ontem, reclama do inglês que queria colocar agente britânico aqui para um "pré-visto". Elogia Lula que repeliu a proposta. Elio Gaspari também reclama que o inglês quer que o Brasil faça uma "triagem" de brasileiros para evitar imigração ilegal. Chama o inglês de insolente e arrogante, etc. Olha, eu não sei se o Elio Gaspari viaja. Se sim, provavelmente terá visto especial pois é uma "celebridade" ou "jornalista", tipo de gente que goza de tratamento especial das autoridades que Elio tanto se queixa. Eu, que sou um cidadão comum, tenho que passar pela mesma roleta que o pretendente a imigrante ilegal. Dá um mole, e eu sou confundido com um, pois as "otoridades" brasileiras tratam ambos igualmente. Afinal, somos um país democrático. Eu, e outros tantos brasileiros que viajam a turismo e/ou a trabalho, temos, então, que suportar as grosseirias que o policial vomita pois não sabe distinguir um brasileiro com "boas" e "más" intenções. Elio e a corja lá de Brasília estão dispensados do tratamento por serem "VIPS". Então eles podem "peitar" a arrogância do inglês. Não será para cima deles que a grosseiria e o tratamento indigno será dispensado. Todos dizem que a diplomacia é uma via de duas mãos. Se a tônica é por ação positiva, então o esforço em ambos os lados será por atitudes correspondentes. Se for negativa, então incia-se um ciclo de enfrentamente até o limite da suspensão das negociações. O fato é que há brasileiros ilegais em outros países e, independentemente se sou ou não solidário com eles, esse fato não pode me prejudicar, mas é isso o que está acontecendo. O Brasil nada faz para impedir. Elio Gaspari defende que esses brasileiros nada fizeram de errado no país. Mas o fazem no outro. Um sistema de cooperação é o ponto principal para o inicio da ação positiva. Não será a primeira vez nem será exclusividade de país "subdesenvolvido". Quando estive no Canadá, voltando para o Brasil, via Los Angeles, tive que passar por um mal humorado agente americano no aeroporto em Vancouver para um "pré-visto". Detalhe, para o Canadá, passei por uma simpática agente canadense em pleno aeroporto em Los Angeles. Qual é o problema? O Canadá está protestando contra esse ato de "invasão" de sua soberania? Aposto que quem sabe disso são somente aqueles que percorreram o mesmo caminho que eu. Essa é uma ação que aponta para o entendimento. Ou você é daqueles que pouco ligam para o que o filho faz no vizinho, desde que não seja na sua casa? Resultado, americanos e canadenses têm liberdade total para ir e vir. Já brasileiros são tratados como "cachorros" nos aeroportos do mundo. Vamos continuar dando uma de malandro? Daqueles que eles, lá em cima, contam anedotas e acham graça?

domingo, 24 de agosto de 2008

Brasil gasta R$ 53 milhões por medalha

Jornal diz que Brasil (contribuinte) gastou R$ 53 milhões por medalha. É uma forma tacanha de pensar. Esse "índice" de aproveitamento está furado. Não indica nada. Só serve para a mídia vender, os deputados se promoverem, os consumidores de "má notícia" se excitarem. A opinião no site da COB já é diferente. Só viram evolução no esporte brasileiro. Vamos fazer uma estatística de fato? Os gastos do governo com o esporte olímpico foram de R$ 692 milhões (será que foi só para a melhoria dos atletas?). Brasil participou com 30 modalidades. Então gastou-se R$ 23 milhões por modalidade. Isso é muita grana! Então, para onde foi essa grana na canoagem, em que os "canoeiros" brasileiros não tinham sequer barco próprio para competir? Foram 278 atletas a participar. Então gastou-se R$ 2,5 milhões por atleta em 4 anos. R$ 720 mil por ano. É muita grana! Tem gente que levou. Ou não foi só para financiar os atletas? Acho que boa parte disso foi para pagar salários milionários dos galáticos do futebol, ou então gastou-se muito na promoção das Olimpíadas de 2016 no Rio. Para os atletas, não foi. O que se vê é uma penúria generalizada do esporte brasileiro.